Sistemas das áreas tributária, de planejamento, de saúde, de educação, de orçamento e finanças e o portal de compras da Empresa Municipal de Informática (Emprel), de Recife (PE) rodam em plataforma Red Hat. A Emprel convivia com vários problemas em sua infra-estrutura de TI, entre eles, instabilidade do sistema operacional, necessidade de atualização de software e, como em muitas companhias públicas, limitações orçamentárias. Foi quando a equipe de TI da empresa, em busca de um sistema estável e sem a necessidade de grandes investimentos, adotou a plataforma Linux. A migração do sistema proprietário para open source provocou uma mudança cultural na área de TI da Emprel, unindo os técnicos em torno de um projeto no qual puderam criar, pensar e interagir com o sistema operacional e seus aplicativos. Naquela época, em 1994, a empresa trabalhava com uma distribuição Linux. Mas mesmo com os profissionais de TI envolvidos com o sistema operacional open source, ainda existiam resistências e, para minimizá-las, a Emprel buscou uma plataforma com um sólido aspecto corporativo, uma comunidade ativa, além de representação nacional. “A distribuição da Red Hat foi a que melhor preencheu esses requisitos”, diz Luís Roberto Siqueira, diretor de Infra-estrutura de TI da Emprel. Em 1998, a Emprel começou a trabalhar com a Red Hat, líder mundial em soluções open source. “O trabalho veio como conseqüência da evolução. A consolidação da companhia, o suporte como diferencial dentre as outras distribuições e a manutenção da GPL (Licença Pública Geral, do inglês General Public License) nos fez investir pesadamente na Red Hat e, conseqüentemente, na comunidade de software. Com o sistema operacional open source, a Emprel passou a disponibilizar suas soluções de processamento online, levando os sistemas tributários e de planejamento urbanístico para pontos de atendimento da prefeitura, onde o cidadão pode gerar extratos de débito na hora. O sistema operacional Red Hat Enterprise Linux (RHEL) também permitiu à empresa atualizar e desenvolver software para as áreas tributária, de planejamento, de saúde, de educação, de orçamento e finanças e para o portal de compras (com linguagem PHP e banco de dados PostgreSQL), entre outros. Em 2002, a Emprel passou por uma prova de fogo. Com alguns sistemas legados rodando em mainframe, a empresa precisava atualizar as soluções de cadastro imobiliário e mercantil em Java e decidiu implantá-los na plataforma Linux. “Foi um desafio. São sistemas altamente críticos e complexos que em toda a sua vida processaram em mainframes, mas como o pioneirismo nos acompanha, instalamos o Linux em nosso mainframe”, explica o diretor de Infra-estrutura da Emprel. “E foi um passo decisivo para a consolidação do software livre na empresa”, completa. Atualmente, quase todos os serviços críticos da empresa rodam no RHEL; os serviços legados ainda processam no OS/390 (mainframe). A infra-estrutura de TI da Emprel é composta por banco de dados (DB2, Oracle, PostgreSQL e MySQL), servidores de aplicação (Websphere e JBoss), webserver (Apache) e firewalls. No segundo semestre de 2006, a empresa bloqueou o serviço de mensagem instantânea proprietário e agora está prestes a instalar um servidor Jabber (Linux). Dos 60 servidores da Empresa Municipal de Informática, 50 rodam Red Hat, distribuídos entre Fedora, Red Hat 9 e RHEL. Dentre os benefícios obtidos pela Emprel com a plataforma open source, como redução de custos para uma empresa que administra mais de 2 mil máquinas, Siqueira destaca a estabilidade. “Não tivemos a necessidade de acionar o suporte, o que, a nosso ver, é um excelente sinal”. Na visão do diretor de Infra-estrutura, quando o trabalho de suporte não é necessário no dia-a-dia, significa que os patches ou novas versões foram minuciosamente trabalhados, permitindo a execução das tarefas sem interrupções — meta de qualquer CPD que trabalha 24 x 7. “Mas se precisarmos de suporte, sei que será dado por uma grande empresa, com atuação inclusive no Brasil”, completa. |
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